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Empreendedor, contador e administrador. Especialista em gestão empresarial, finanças, sistema de informação, controles, planejamento, tributos e terceiro setor.

domingo, 24 de julho de 2011

Vantagens e Dificuldades - BSC integrado ao BI

Vantagens e Dificuldades de implantação do Balanced Scorecard integrado ao Business Intelligence


Introdução

Karplan e Norton (2007) afirmam que os gestores empresariais precisam de indicadores sobre vários aspectos do ambiente e desempenho organizacional, sem o que não teriam como manter o rumo da excelência empresarial.

O Balanced Scorecard (BSC) oferece os instrumentos para alcançar o sucesso no futuro. Atualmente as empresas competem em ambientes complexos; é fundamental que exista uma perfeita compreensão de suas metas e dos métodos para alcançá-las.

O BSC permite que as empresas acompanhem o desempenho financeiro, monitorando, ao mesmo tempo, o progresso na construção de capacidades e na aquisição dos ativos intangíveis para o crescimento futuro.

Herrero (2005) cita que na atual sociedade do conhecimento, marcada por globalização, desregulamentação, internet, desintermediação, convergência entre os negócios e networking entre pessoas e empresas, mediar apenas à saúde financeira de uma empresa não é mais suficiente. Agora, é preciso mediar à saúde estratégica no longo prazo.

Em síntese, visando ao melhor entendimento do BSC, ele pode ser entendido em duas dimensões:

ü  É um sistema de gestão que traduz a estratégia de uma empresa em objetivos, medidas, metas e iniciativas de fácil entendimento pelos participantes da organização.
ü  É uma ferramenta gerencial que permite capturar, descrever e transformar os ativos intangíveis de uma organização em valor para os stakeholders.

O BSC é considerado um sistema balanceado de gestão porque promove um equilíbrio entre as principais variáveis estratégicas:

  • Equilíbrio entre os objetivos de curto e longo prazo.
  • Equilíbrio entre o foco interno e o ambiente externo da organização.
  • Equilíbrio entre medidas financeiras e medidas de capital intelectual.
  • Equilíbrio entre os indicadores de ocorrência e os indicadores de tendências.
 
Justificativa

Atualmente os funcionários devem agregar valor pelo que sabem e pelas informações que podem fornecer. Investir, gerenciar, e explorar o conhecimento de cada funcionário passou a ser fator crítico de sucesso para as empresas da era da informação. No esforço de se transformar para competir com sucesso no futuro, as organizações estão lançando mão de diversas inicitivas de melhoria:

·         Gestão da qualidade total.
·         Produção e sistemas de distribuição just-in-time.
·         Competição baseada em tempo.
·         Produção enxuta/empresa enxuta.
·         Criação de organizações focalizadas no cliente.
·         Gestão de custos baseada em atividades.
·         Empowerment dos funcionários.
·         Reengenharia.

Herrero (2005) afirma que na perpectiva do Balanced Scorecard, o capital da informação só cria valor no contexto da estratégia. Os projetos de TI devem estar alinhados aos temas estratégicos, aos processos internos de negócios e os mapas estratégicos da organização. Acima de tudo, a TI deve viabilizar a proposta de valor da empresa para os seus clientes. Em síntese, na atual complexidade do ambiente dos negócios, nenhuma estratégia competitiva pode ser considerada completa se não for suportada pela estratégia de capital da informação.

Nos projetos de Balanced Scorecard, o capital da informação pode contribuir das seguintes maneiras:

·         Na melhoria contínua da eficiência dos processos e das operações empresariais.
·         Na entrega da proposta de valor para os clientes.
·         Na gestão do relacionamento com os clientes.
·         Na redução dos custos da cadeia de valor.
·         Na gestão da cadeia de suprimentos.
·         Na melhoria da comunicação entre os colaboradore, clientes, fornecedores e parceiros da empresa.
·         No apoio à inovação e no desenvolvimento de novos produtos e serviços.                   
·         Na facilitação dos processos de aprendizagem da equipe de colaboradores. 
·         Na melhoria do processo de tomada de decisões dos executivos e colaboradores.
·         Na geração e na disponibilização de informações para a mensuração da performance nas quatros perspectivas de valor.

O BSC proporciona a criação de valor à empresa descrevendo seus ativos tangíveis e intangíveis que são mobilizados e integrados para estabelecimento de diferenciais competitivos, fundamentais para o desempenho global de uma organização.


Desenvolvimento

Hehn e Prata (2006) consideram que à medida que cresce o espaço ocupado pela tecnologia da informação, aumenta a importância de as organizações saberem extrair valor de seus investimentos em sofwtare de gestão.

O uso da tecnologia nas empresas deve sempre estar relacionado com as necessidades estratégicas e operacionais da organização, contribuindo para o seu bom desempenho.

Albertin e Albertin (2009) apresentam que as empresas precisam estar cientes de as informações de controle e desempenhos podem não ser bem aceitas pelos funcionários, principalmente se o foco não são as atividades e sim o desempenho individual, interferindo na remuneração e promoção. Os padrões precisam estar sempre alinhados com o negócio da empresa, o que implica mudanças e, conseqüentemente, alguma resistência por parte de funcionários. O importante é a transparência na divulgação de como a informação será usada e para que todos os envolvidos possam colaborar e adotar esta utilização. As informações sobre controle e desempenho podem gerar situações complexas e conflitantes dentro da empresa.

As empresas necessitam de um conjunto de medidas mais integradas e balanceadas que reflitam os diversos direcionadores que contribuem para obter um maior desempenho e alcançar metas estratégicas. Para tanto, existem cinco pilares para a realização de benefícios de TI, que são definidos como:

·         Alinhamento estratégico: o alinhamento da estratégia de investimento em TI com o atingimento de metas e objetivos do negócio da empresa.
·         Impacto nos processos de negócios: impacto nos requisitos para redesenho de processos de negócio, mais especificamente a integração da cadeia de valor.
·         Arquitetura: integração, escalabilidade e elasticidade de aplicações, sistemas operacionais, bancos de dados e redes que a empresa tem ou planeja implementar.
·         Retorno direto: o entendimento qdos benefícios que um projeto de TI pode oferece.
·         Risco: identificação dos investimentos propostos que podem apresentar falhas ou um desempenho abaixo do desejado.

Foina (2009) informa que é cada vez menor o número de empresas usuárias de TI que decidem pelo desenvolvimento interno de seus sistemas. A quantidade de empresas que optam por comprar sistemas prontos é cada vez maior e mostra que elas estão focando mais suas energias nos negócios e terceirizando atividades complementares, como o caso da informática.

O índice de insucesso nos projetos de TI é muito alto. O relatório Chaos, publicado pelo Standish Group de 2004 estabeleceu que mais de 70% dos projetos de informática falham em não cumprir o escopo estabelecido ou o orçamento ou o cronograma e, na maioria das vezes, esses três fatores simultaneamente. Por isso o projeto de implantação deve ser planejado com detalhes, e o processo de aceitação da ferramenta por parte dos usuários deve ser gerenciado a fim de reduzir as expectativas e resistências.

Os benefícios que TI oferece às organizações têm sido comprovados através de teorias desenvolvidas que definem que a base para o sucesso da empresa é custo, qualidade, tempo, flexibilidade e inovação, refletindo em benefícios diretos aos negócios.

Albertin e Albertin (2009) consideram que as seis etapas para utilizar efetivamente medidas para gerenciar e melhorar o desempenho empresarial são:

1. Dar aos gestores um conjunto de gráficos de desempenho da sua área de responsabilidade no tempo certo.

2. Identificar nos gráficos os fatores chaves de desempenho de cada área.

3. Usar informações para identificar problemas, responder questões, reconhecer desempenho, tomar decisões e ações.

4. Usar um método científico para diagnosticar problemas e testar soluções.

5. Manter todos informados sobre os processos em andamento e novos desenvolvimentos.

6. Revisar continuamente as prioridades e metas quanto o progresso é alcançado.


Conclusão

Para implementação bem sucedida do Balanced Scorecard é necessário um forte e compartilhado apoio da alta administração da empresa e que o projeto não seja encarado como apenas um mapa de indicadores, mas sim como um projeto de mudança da cultura organizacional para a gestão da estratégia, criando valor e proporcionando inovação.

As soluções de informática foram e continuam sendo criadas para apoiar processos de negócios, tomada de decisão, canais de distribuição, atividades logísticas, oferta de serviços, relacionamentos com empregados, clientes e fornecedores etc.

A metodologia do Balanced Scorecard alinhada ao uso das ferramentas de Business Intelligence é uma excelente forma de desenvolver o entendimento do negócio como um todo e promover o alinhamento sobre o que é importante gerir a partir da estratégia.

A gestão estratégiga é efetiva quando consegue antecipar tendências, descontinuidades e preparar os negócios.



REFERÊNCIAS

APPLY SOLUTIONS. BI – Business Intelligence. Disponível em:< http://www.applysolutions.com.br/bi.asp>. Acesso em: 07 mar.
ANDREASSI, TALES. Por que é tão difícil inovar em serviços. Disponível em:< http://www.crams.org.br/artigos/ver.php?codigo=25>. Acesso em: 18 set. 2004.
MUSA, Fernando; RAMOS, Ricardo. O papel da inovação nas empresas brasileiras. Gazeta Mercantil, São Paulo, 16 abr. 2004. Opinião. A-3. Disponível em: <http://www.cartaderh.com.br/website/text.asp?txtCode=504&txtDate=20040416000000>. Acesso em: 18 set. 2004.
ALBERTIN, Alberto Luiz; ALBERTIN, Rosa Maria de Moura. Tecnologia de Informação e Desempenho Empresarial: As Dimensões de seu uso e sua Relação de Negócio. 2ª edição. São Paulo: EditoraAtlas, 2009.
FOINA, Paulo Rogério. Tecnologia de Informação: Planejamento e Gestão. 2ª edição. São Paulo: EditoraAtlas, 2009.
HEHN, Herman Frederico; PRATA, Eloah C.A.Menezes. Managerware: Como Extrair Valor dos Investimentos em Sistemas de Informação. 10ª edição. São Paulo: EditoraAtlas, 2006.
HERRERO, Emílio. Balanced Scorecard e a Gestão Estratégica: Uma Abordagem Prática. 10ª edição. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2005.
KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P.. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard. 24ª edição. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2007.
REZENDE, José Francisco. Balanced Scorecard e a Gestão do Capital Intectual: Alcançando a Performance Balanceada na Economia do Conhecimento. 4ª edição. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2003.
RIDOLFO, Arthur; AUTORES. Lucratividade pela Inovação: Como Eliminar Inificiências nos seus Negócios e na Cadeia de Valor. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2005.

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