Introdução
Welsch (1996) define, em termos amplos, Planejamento e Controle de Resultado como um enfoque sistemático e formal à execução das responsabilidades de planejamento, coordenação e controle da administração, que especificamente envolvem:
ü Objetivos globais e de longo prazo da empresa;
ü Um plano de resultados a longo prazo, desenvolvido em termos gerais;
ü Um plano de resultados a curto prazo, detalhado de acordo com diferentes níveis relevantes de responsabilidade;
ü Um sistema de relatórios periódicos de desempenho.
“O conceito de planejamento e controle de resultados implica elementos de realismo, flexibilidade e atenção permanente às funções de planejamento e controle de administração. Esta definição identifica a administração como o principal fator eixo do êxito da empresa em longo prazo.” (WELSCH, 1996, p.21)
Papel dos orçamentos no contexto empresarial e sua importância
O Orçamento é o plano financeiro de um determinado exercício para implementação do Plano Estratégico da empresa. É considerado uma dos pilares da gestão e deve estar baseado no compromisso dos gestores em termos de metas a serem alcançadas.
O ideal é que a atividade orçamentária seja elaborada como sequência à montagem do Planejamento Estratégico, definindo de forma coerente e consistente as ações a serem implementadas dentro de um período ou exercício fiscal.
O Orçamento, entre outras finalidades, fornece bases coerentes para as tomadas de decisões necessárias ao gerenciamento das atividades empresariais. É um instrumento de gestão necessário para qualquer empresa, independentemente de seu porte ou tipo de atividade econõmica.
Um sistema orçamentário completo é aquele em que todas as atividades operacionais e acessórias da empresa são contempladas, caracterizando-se pelas seguintes premissas:
ü Projeção para o Futuro: O Orçamento estabelecerá metas com base em estimativas de investimentos, receitas, ganhos, custos, despesas, asistência social e perdas, considerando aspectos passados e atuais;
ü Expressão monetária: O Orçamento deverá ser expresso em valores monetários, embora se utilizem também elementos físicos;
ü Flexibilidade: O Orçamento terá adaptabilidade às mudanças no cenário econômico, nas condições de trabalho, de legislação e de mercado da empresa;
ü Comprometimento: O Orçamento deverá ser considerado de competência de todos os níveis da empresa, tornando-o integrado e realista.
ü Completude: O Orçamento deverá ambranger todas às unidades (matriz, filiais e centros de resultados) da empresa;
ü Oportunidade: O Orçamento deverá ser elaborado em tempo hábil, de tal forma que sua execução possa ocorrer no período determinado;
ü Uniformidade: O Orçamento respeitará os princípios e os padrões utilizados em período anteriores, mantedo-os nos períodos subsequentes, a fim de facilitar a comparabilidade entre diferentes períodos.
ü Controle: O Orçamento evidenciará as divergências entre valores orçados e os realizados, tendo em vista a tomada de decisões corretivas, em tempo hábil, a fim de ajustar os objetivos e metas.
Aspectos inseridos no atual cenário
O atual cenário econômico mundial leva à necessidade do entendimento de que o sistema de gerenciamento de qualquer entidade requer a clara definição de seu processo de gestão, que pode ser definido como um conjunto de procedimentos e determinações que os gestores identificam como necessários para impulsionar a empresa através do controle de desempenho, com o objetivo de garantir o cumprimento da missão.
O Planejamento torna-se vital para avaliação de desempenho da empresa.
O Orçamento é instrumento fundamental da execução dos planos e controle, auxiliando a gestão orientada por medição e indicadores de desempenho, e no processo decisório.
Vantagens e desvantagens dos sistemas orçamentários
O Orçamento fornece bases coerentes para as tomadas de decisões necessárias ao gerenciamento das atividades empresariais.
São vantagens do processo orçamentário:
ü Fortalecer o hábito do estudo aprofundado antes da tomada de decisão;
ü Participação de todos responsáveis e envolvidos na elaboração dos planos e definição de objetivos;
ü Orientação para eficiência da alocação dos recursos;
ü Acompanhamento e controle dos resultados orçados face os resultados reis;
ü Revisão e correção de todos os esforços.
ü Em decorrência do seu mecanismo de operação, o Orçamento serve de válvula de segurança para a gestão.
Qualquer plano orçamentário, por melhor que seja também apresenta limitações, destacando-se em primeiro lugar, todo orçamento baseia-se em estimativas, por mais elaboradas, representam apenas tentativas de acertos e em segundo lugar, muitos gestores exageram as propriedades da prática orçamentária supondo que sua aplicação dispensa a atuação do administrador.
Conclusão
A atividade orçamentária deve garantir a realização do planejamento estratégico da empresa, com equilíbrio e controle da gestão financeira, durante a execução de suas atividades viabilizando a manutenção e conservação do patrimônio para crescimento e sustentabilidade da missão institucional.
Os conceitos dessa técnica administrativa devem ser praticados como instrumento de gestão por todos os envolvidos, de acordo com suas características e objetivos.
Ela é fundamental no acompanhamento do desempenho da gestão, para concretização dos projetos, ações e planos.
As projeções devem ser elaborada de forma cuidadosa, contemplando todos os recursos envolvidos, buscando o equilíbrio entre o que é desejado e o que é possível ser realizado.
REFERÊNCIAS
AKEDA, Ricardo; JUNQUEIRA, Pedro. Questionando a utilidade do orçamento como ferramenta de gestão. [S.l.:s.n.].
FREZATTI, Fábio. PRADO, Lauro Jorge. O resgate do velho orçamento empresarial. Disponível em: <http://lauroprado.tripod.com/ezine/ed42.html>. Acesso em: 09 jan. 2007.
SANTOS, José L.; SCHMIDIT, Paulo; PINHEIRO, Paulo R.; MARTINS, Marco A.. Fundamentos de Orçamento Empresarial. 1ª
WELSCH, Glenn A.
TUNG, Nguyen H. Orçamento Empresarial e Custo-Padrão. 4ª edição. São Paulo: Edições Universidade-Empresa Ltda, 1994.

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